quinta-feira, 16 de julho de 2009

A presa e o poker

Pronta para ser devorada sem saída sem solução, sem conseguir fugir, sem escapatória.
Imobilizada pelo veneno misterioso de suas palavras. E agora nada me resta, vou me entregar, posso estar errada, mas já não da mais para evitar, e então já imobilizada, começo a ser devorada. E cada pedaço meu vai se consumindo, e cada palavra minha vai me delatando, os olhos não mentem mais, acabou. Foi meu erro, transparente demais, sem conseguir esconder.
Meu maior pecado, o fim de um crime perfeito, o fim de uma jogada, não tem como mais me esconder, sai de minha zona de conforto, agora estou vulnerável.
Pense como um jogador de poker , ele usa de toda frieza para não transparecer suas cartas, tem uma péssima mão, e vai blefar. Aumenta a aposta, coloca seu pote, joga friamente sem demonstrar nenhum sentimento. O outro jogador pensa se vai cobrir ou não. É então que aquele jogador de mão fraca comete seu erro, olha para suas cartas. Mostrando para seu adversário um sinal de fraqueza. Pronto jogo perdido, a aposta é coberta. E o blefe foi um fracasso.

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