domingo, 26 de fevereiro de 2012

O colecionador

Ele coleciona textos, poemas e pessoas, vasta é sua coleção mas de nada adiantam quando a noite o frio ele sente. Ninguém que ele um pedaço levou pode nesse momento lhe dar calor. E assim ele vai fazendo colecionando e perdendo. Vai perdendo o real e ficando com o ideal, já tem muito para contar, colecionou cartas, olhares, beijos e corpos.

Ele brinca com palavras sinceras, esconde sua real face, ninguém sabe dizer o porque desse desejo de colecionar, acho que nem mesmo o colecionador sabe explicar, mas ele tem a capacidade de destruir ate o mais belo jardim. Como um parasita ele suga tudo que ali existe quando já não há mais o que colecionar ele logo vai outro alvo procurar.

Querido colecionador no fim posso dizer que você não me decepcionou.

“Acho que no fundo ambos éramos covardes para admitir que essa relação já havia se iniciado morta.”

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nuances

Sou a menina meiga que brinca com seu cabelo, sou a mulher que tem consciência de como o seduzir, sou a mãe que cuida de você, mas sou a juíza que o sentencia ao meu esquecer. Posso ser de palavras doces, ou de um amargo silencio.Posso ser seu beijo de boa noite, como posso ser a saudade de um carinho na madrugada. Sou forte e indomável, sou sensibilidade e coração. Sou a racionalidade e o delírio.
Adoro carinhos sem hora, beijos de despedida na porta. Gosto de me sentir segura com alguém assim como uma criança se sente protegida com seu cobertor.
Sou manhosa e admito gosto de ser mimada, paparicada, gosto de me sentir única, não perca tempo comigo se não compreende o que eu digo, porque sou essa nuance louca, sou intensa, imediatista, verdadeira, sou inteira.
Seja o tudo, o absurdo, seja o suspiro da madrugada, o beijo de bom dia, o grito de alegria, pois não me contento com o morno.